Operação mira quadrilha suspeita de furtar e desmanchar caminhonetes

Grupo teria furtado ao menos 50 veículos em Minas Gerais para desmanche e venda de peças a estabelecimentos comerciais


Por Rota Araguaia em 02/09/2026 às 10:38 hs

Operação mira quadrilha suspeita de furtar e desmanchar caminhonetes
Foto: PCGO

Redação

 

Uma operação da Polícia Civil de Goiás, realizada nesta terça-feira (1º), mira uma quadrilha suspeita de atuar no furto, transporte, desmanche e comercialização de peças de caminhonetes adulteradas. Entre os alvos estão lojistas do setor de componentes para picapes, apontados como responsáveis por encomendar os veículos e abastecer o comércio ilegal de autopeças.

Ao todo, a Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA) cumpre sete mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão em residências, lojas e galpões.

Segundo as investigações, as caminhonetes eram furtadas em Minas Gerais e transportadas para Goiás, onde eram levadas a galpões e desmontadas. As peças retiradas dos veículos eram posteriormente encaminhadas para armazenamento e venda em estabelecimentos comerciais. Ao menos 50 caminhonetes teriam sido alvo do esquema.

A investigação começou após a prisão, em Goiânia, de dois homens que retornavam de Minas Gerais dirigindo caminhonetes furtadas. A partir do flagrante, os policiais aprofundaram as apurações, reconstruíram a forma de atuação do grupo e identificaram outros envolvidos, principalmente lojistas que adquiriam os veículos.

Caminhonetes eram levadas de Minas para Goiás

De acordo com a Polícia Civil, os veículos eram negociados ainda em Minas Gerais. Integrantes da organização viajavam de ônibus até o estado, recebiam as caminhonetes furtadas e retornavam para Goiânia dirigindo os veículos.

Para dificultar a fiscalização, o grupo utilizava rotas e horários com menor possibilidade de abordagem. Ainda segundo a investigação, módulos de ignição codificados e chaves falsas eram utilizados para fazer os veículos funcionar e permitir o transporte após os furtos.

Já em Goiás, as caminhonetes eram levadas para galpões diferentes dos estabelecimentos comerciais. Nesses locais, os veículos eram desmontados e as peças retiradas por outros integrantes da organização.

Posteriormente, os componentes eram armazenados e encaminhados para comercialização, em uma estratégia que, segundo a Polícia Civil, dificultava a identificação da ligação entre o veículo furtado, o local do desmanche e as lojas que vendiam as peças.

Durante as investigações, a DERFRVA localizou dois galpões utilizados para armazenar as peças. A operação busca reunir novas provas e identificar todos os envolvidos no esquema criminoso.



Deixe seu Comentário


 topo

Seja visto por centenas de pessoas diariamente

Cadastre-se agora mesmo em nosso guia comercial, conheça agora mesmo nossos planos !